O poder da palavra

Atualizado: Out 19




A palavra tem poder de influência tanto para nós quanto para as pessoas que estão ao nosso redor. Devemos sempre nos perguntar se estamos parando para nos ouvir, em um diálogo quando expressamos “em minha opinião”, estamos carregados de conteúdo emocional, daquilo que estamos sendo alimentados e quando não paramos para nos ouvir e nos avaliar, nós construímos um ambiente tenso, negativo, pessimista, um ambiente que irá minar nossa estrutura emocional, pelo simples fato de não observarmos o que estamos ouvindo e falando.


Um exemplo disto é a declaração que fazemos ao abrir nossa boca pela manhã, tudo depende do que dizemos se ao iniciar o dia, o trabalho, falarmos “vamos para guerra”, ou palavras deste tipo, estamos demonstrando que é assim que enxergamos o nosso trabalho, como uma guerra. Devemos nos questionar, se o que você fazemos, sentimos que é um peso, isso vai aparecer no nosso discurso, logo, será isso que produziremos nos corações das pessoas.


Como despertamos e recebemos o dia, como recebemos as pessoas, como lidamos com as informações que chegam até nós? Quando temos uma audição aguçada primeiro pra nos ouvir e depois pra ouvir prudentemente as pessoas, fica mais fácil selecionar o que iremos digerir e descartar, é uma avaliação diária, não criar um ambiente destrutivo para si e nem para as pessoas que convivemos, isso será um alimento para nossa vida.


Aquilo que falamos define quem somos, portanto, devemos sempre nos perguntar, qual tem sido o nosso discurso, será que deixamos o ambiente carregado ou leve? A identidade que carregamos é mensurada pelo que fazemos e pelo o que falamos.


É necessário avaliarmos o que falamos, do que estamos nos alimentamos, nesse tempo que sobra informação e falta orientação, as pessoas que fazem parte do nosso ambiente, também possuem participação na construção do que iremos nos alimentar, depende também de quem são as pessoas que convivemos, quem são nossos amigos, colegas, quais são as opiniões que estamos seguindo. A vida de quem está te dando conselho te serve de referência? Se a vida de uma pessoa não serve de referência pra você, o conselho serviria, por quê?


A resposta é clara, não serve, só podemos abraçar um conteúdo se o estilo de vida de uma pessoa que nos aconselha serve de referência para nós. A vida do outro tem que nos inspirar a sermos melhores, assim como a nossa vida deve inspirar o outro, deste modo, seja seletivo naquilo que você se permite ouvir. Sendo seletivo você começa a filtrar aquilo que você traz para o seu sistema pessoal, de trabalho, de convivência, de relacionamentos, pois, na vida teremos muitos conhecidos, alguns colegas e poucos amigos e isso não quer dizer que você é uma pessoa solitária, se você souber diferenciar, saberá direcionar também as suas palavras, pois, a palavra que devemos ter com os conhecidos é uma, com os colegas outra e com os amigos outra e quando a compreensão deste fato é alcançada, os desgastes diminuem e assim, teremos menos problemas.

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Somos seres em busca de melhorias todos os dias, perfeição não existe, mas podemos aprender a viver melhor e o uso da nossa boca, das palavras certas, contribui para isso ou não. Não podemos falar uma coisa e viver o contrário, não posso contradizer aquilo que vivemos, nosso discurso tem que ser alinhado com nossas atitudes e isso é uma busca diária. Nem tudo que cremos, conseguimos fazer, mas devemos caminhar na direção para conquistar, somos falhos, seres imperfeitos, contudo, existe algo em nós que não pode ser falho, é a sinceridade, que significa ser claro, “sem cera”, precisamos ser sinceros e este fato não nos torna melhores nem piores que ninguém, ela nos torna verdadeiros, por isso, o quão importante é tomarmos cuidado com o que ouvimos, ingerimos e falamos, o que entra nos nossos ouvidos, o que sai da nossa boca, se transforma em ação.


A melhor maneira de não permitirmos que as palavras do outro se tornem uma bomba dentro de nós, é acolhendo, criticando e elaborando aquilo que ouvimos e não recebemos tão bem. Não é bom negar o que sentimos, devemos acolher, admitir, o que não significa aceitar, após devemos criticar, nos questionar se vale a pena sentir o que estamos sentindo, se compensa, se tal sentimento advindo de alguma palavra ouvida, é compatível com a realidade, devemos o pensar no que poderá ser feito para mudar a situação e desconsiderar o que nos foi dito, a palavra chave é ressignificar. A vida da pessoa que nos fala tal coisa tem referência pra nós? Não podemos negar o que sentimos, pois quanto mais negamos, mais atraímos a emoção negativa para o nosso interior, todavia, quando acolhemos, acalmamos a emoção e assim, nos tornamos capazes de muda-la.


Ressignifique, fazendo isso, as palavras serão novas, prudentes, nossa audição será seletiva e lidaremos com o silêncio de maneira sábia e producente. A palavra que saí da nossa boca precisa gerar mudanças nas pessoas. Devemos procurar avaliar o ambiente que estamos e nos perguntar se acrescentamos algo nele, na conversa que estamos tendo, se a reposta for positiva, devemos permanecer nele, agora se não nos acrescenta ou se não teremos oportunidade de acrescentar, a conversa não poderá nos interessar, senão correremos o risco de sermos contaminados. a vida é preciosa pra perder com contaminação, ou focamos no ambiente que acrescentamos algo de valor, que nos acrescenta ou nos retiramos e assim, estaremos protegendo nossa sanidade mental, emocional e espiritual.


Tudo o que precisamos dizer, deve ser dito o que deve ser dosado é a maneira que falamos, não é o que dizemos e sim, a maneira que dizemos, pois, sinceridade não é arrogância, prepotência, estupidez, diante de um arrogante que se acha sincero, a nossa melhor palavra é o silêncio.


O silêncio pode ser birra, pode ser sabedoria, desprezo, habilidade, dependendo de como nos silenciamos, estaremos transmitindo uma mensagem maior do que qualquer discurso. Mas devemos tomar cuidado também com o silêncio, ele pode ser um problema quando nos calamos com o próximo, mas não conseguimos parar de com nós mesmos sobre o que optamos nos calar e esse silêncio que é uma fala, nos envenena, se transforma em uma bomba que gostaríamos de jogar no outro e que acabamos engolindo.

Palavras o vento não leva como dizem, portanto, devemos ouvir a voz do coração, ouvir o que nossos lábios falam. Salomão, o homem mais sábio da história disse que “como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita há seu tempo”. Isso é riqueza. As pessoas vazias de conteúdo, falam sem perceber, falam muito e ouvem pouco, as que possuem riqueza de conteúdo, pensam pra falar, falam pouco e ouvem muito. Isso é um termômetro da nossa sabedoria, se estamos falando menos, isso mostra que temos conteúdo, que as pessoas precisam nos ouvir.


Ninguém libera o que não possui dentro de si, se não queremos nos contaminar com o que ouvimos de negativo, devemos aprender a sermos diferentes, a nos encher de coisas boas, positivas para assim, transbordarmos, todos os dias temos a oportunidade de escolher, ou trabalhamos e filtramos o que ouvimos para sabermos o que falaremos, ou seremos esponja e vamos devolver tudo o de negativo que enviarem até nós, que sejamos como sândalos, que ao ser ferido, perfuma o machado que o fere.


Degravado e adaptado por Suellen Garcia


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